Atualmente existem vários tipos de madeiras que são usadas para produzirem uma sonoridade própria, como a Maple e a Mahogany, as mais nobres e conhecidas em todo o mundo. São madeiras muito encontradas nos Estados Unidos e Honduras, retiradas de matas selvagens densas e com pouca luminosidade. Estas demoram, em média, 200 anos para serem utilizadas. A Birch é mais encontrada no mercado por ser mais acessível e crescer mais rápido, consequentemente seu custo é menor.
A madeira Maple possui um som mais "quente", reproduzindo muito bem as frequências do tambor e equilibrando tonalidades. Esta se adequa bem a qualquer acabamento. Como consequência, caixas de maple produzem um som único e possuem ataques com bastante “brilho”.
No Brasil, encontramos árvores de madeiras nobres como a Araucária (vindas da Ásia para o Brasil) e a Imbuia (arvore em extinção, encontrada na região dos Campos Gerais do Paraná, é valorizada por sua afabilidade ao entalhe e longa durabilidade, sem contar a sua aparência exótica) no Sul do país. As árvores mais densas, como a Copaíba (madeira de muito boa qualidade e produtora de óleo-resina) e o Jatobá, são encontradas na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica brasileira.
Constituição dos tambores -
Os tambores da bateria são constituídos por lâminas de madeira, que variam de quatro a dez por tambor. Cada lâmina possui uma espessura variada, na média de 5 a 12.5mm.A velocidade com que a onda sonora será transmitida está diretamente relacionada com a espessura do casco do tambor, o que influencia na projeção da mesma. Quanto mais fino o casco, maior será sua vibração e, consequentemente, o tambor terá mais timbres, ressaltando a tonalidade crua do casco. Isto é nitidamente visível em gravações. Quanto mais espesso o casco, mais rígido será o tambor, proporcionando maior projeção (ideal para locais abertos e para situações que exijam uma potência maior na sonoridade), "esfriando" o timbre e sobressaindo o ataque.
Curvar as folhas de madeira é um dos principais procedimentos no processo de produção do tambor. Se a folha for mais grossa, o procedimento será mais trabalhoso. Se houver qualquer lasco ou trinca na madeira, todo o processo deve ser refeito.
As camadas interiores e exteriores do tambor são responsáveis pela tonalidade do som, sendo que a camada exterior tem um papel importante no seu acabamento. Bordas arredondadas proporcionam um maior contato entre a pele e o tambor, e ressaltam as frequências graves e médias. Bordas com cortes em ângulos de 45 graus atuam com um menor contato entre a pele e o tambor, ressaltando as frequências médio e agudas.
O músico deve preocupar-se com a qualidade do som que quer emitir e, não com o preço do seu instrumento, prestando sempre atenção na procedência do mesmo. Portanto, procurem ser originais e saibam utilizar o bom gosto.
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